da mesma árvore os frutos
na estação certa
do mesmo olhar uma chama intensa
na noite certa
não há limite de vezes para morrer de amor
pela pessoa certa.
sábado, 13 de junho de 2015
sexta-feira, 12 de junho de 2015
versos para vermes
hoje não nos falta poesia, falta-nos coragem
e só isso te dá coragem para que fales de poesia.
e só isso te dá coragem para que fales de poesia.
terça-feira, 9 de junho de 2015
jardim de inferno
enquanto sob os teus pés se contorcem as labaredas
a figueira-do-diabo ferve-te as artérias
e o sono falta-te como te falta o aconchego
de uma voz que murmura
as folhas caídas de um outono distante
crepitam agora toda a noite
a lava ilumina apenas os que fecham os olhos
não é um incandescência qualquer.
a figueira-do-diabo ferve-te as artérias
e o sono falta-te como te falta o aconchego
de uma voz que murmura
as folhas caídas de um outono distante
crepitam agora toda a noite
a lava ilumina apenas os que fecham os olhos
não é um incandescência qualquer.
sexta-feira, 5 de junho de 2015
quinta-feira, 4 de junho de 2015
sem título
ainda tenho na ponta dos dedos
o sabor da tua alma
na língua
o tacto telúrico do teu calor.
do sol raios já deitados douram a minha pele
e nua abraças a minha cor acesa.
até que a luz, de tão rara, se extinga.
o sabor da tua alma
na língua
o tacto telúrico do teu calor.
do sol raios já deitados douram a minha pele
e nua abraças a minha cor acesa.
até que a luz, de tão rara, se extinga.
terça-feira, 2 de junho de 2015
sem título
é natural quartzo hialino
ser vidro
cacau ser chocolate de leite
é natural alma ser corpo
e pele ser apenas superfície
é natural no mundo de plástico
flores verdadeiras
não merecerem água.
quinta-feira, 28 de maio de 2015
História
o homem constrói o mundo
o tempo é simultaneamente matéria-prima, meio e substrato
é o materialismo poético.
o tempo é simultaneamente matéria-prima, meio e substrato
é o materialismo poético.
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