de todos os momentos que me convocam
o mais compulsivo é o agora,
o hoje enquanto morre gente
por não responder à chamada.
de todos os momentos que nos convocam,
de todos os sussurros que na verdade são gritos
que chegam desmaiados pela distância,
o mais obrigatório é o agora.
o entretanto é tempo de sobra para perder a vida
de uma criança.
às armas.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Por palabras
Joven poeta
busca voluntarios
para darle muerte
el día en que
se convierta en
un burgués
autoconvencido
de su propia valía
y haya olvidado que
una vez
puso este anuncio.
Pepe Ramos
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
sem título
a poesia é um ribeiro límpido
laminar, ladeado pelo musgo verde dos bosques húmidos
e escuros de tranquilidade
ou um fogo cortante
lava incandescente no centro de um vulcão mortal
a poesia é uma mulher nua no meu quarto
enquanto as cortinas translucidas ondulam com a brisa da primavera
ou a solidão agreste e a garrafa de vinho abandonada
e o cigarro quase apagado fumegando pequenas nuvens
de tristeza
a poesia não é feita de versos.
sábado, 26 de outubro de 2013
a AC
temem-te os que temem a humanidade;
amam-te os humanos.
em vida, e no exemplo imortal que se projecta
como uma luz ao fundo da história.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
do meu mundo
do meu mundo não se vê o teu.
do meu mundo levanta-se um muro de ignorância
uma trincheira de egoísmo
um vulcão de escuridão que se levanta pelo céu em furiosas nuvens
de enxofre.
do meu mundo não se vê o mundo dos outros,
separaram-nos em compartimentos estanques,
cubículos, cidades, números, corpos.
os mundos
dos outros,
são afinal iguais aos meus.
para eles, o outro sou eu.
do meu mundo levanta-se um muro de ignorância
uma trincheira de egoísmo
um vulcão de escuridão que se levanta pelo céu em furiosas nuvens
de enxofre.
do meu mundo não se vê o mundo dos outros,
separaram-nos em compartimentos estanques,
cubículos, cidades, números, corpos.
os mundos
dos outros,
são afinal iguais aos meus.
para eles, o outro sou eu.
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