sexta-feira, 27 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
- sem título -
cerro as mãos e agarro o vazio,
volto-as abertas e olho o rodopio
de nada que as abandona.
escuto-me em vão,
nem o vento.
sopra apenas um ar parado,
no lugar que me esgota o peito.
em vão,
nem o vento.
acordo de um delírio
e percebo que afinal nunca dormi, estive sempre acordado.
em vão,
nem
o
vento.
volto-as abertas e olho o rodopio
de nada que as abandona.
escuto-me em vão,
nem o vento.
sopra apenas um ar parado,
no lugar que me esgota o peito.
em vão,
nem o vento.
acordo de um delírio
e percebo que afinal nunca dormi, estive sempre acordado.
em vão,
nem
o
vento.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
não me digam "abre os olhos"
ninguém traz os olhos fechados,
mas é complexa a paisagem,
e ofusca tanto a luz do sol,
como nos tolda a escuridão.
niguém traz fechados os olhos,
mas no breu vislumbrar é capacidade
dos morcegos e lobos.
ofusca tanto a luz do sol, quanto nos tolda a escuridão.
mas é complexa a paisagem,
e ofusca tanto a luz do sol,
como nos tolda a escuridão.
niguém traz fechados os olhos,
mas no breu vislumbrar é capacidade
dos morcegos e lobos.
ofusca tanto a luz do sol, quanto nos tolda a escuridão.
sábado, 31 de março de 2012
- sem título -
os mais férreos grilhões,
a mais estreita prisão.
os olhos baixos, braços caídos,
a falta de coragem é a derrota do homem.
segunda-feira, 26 de março de 2012
- sem título -
o mar anseia o teu nome,
principalmente
quando as ondas o pulverizam pelo ar,
em gotas de sal,
viajantes, audazes em conquista da terra,
como conquistar-te ousaria a minha coragem
sumida, no tempo e na lenta espera dolente
que faz definhar o mais belo poema.
principalmente
quando as ondas o pulverizam pelo ar,
em gotas de sal,
viajantes, audazes em conquista da terra,
como conquistar-te ousaria a minha coragem
sumida, no tempo e na lenta espera dolente
que faz definhar o mais belo poema.
dias estranhos
o meu vizinho da frente ouve música de merda
quando ele tira a música, fica um silêncio de merda.
quando ele tira a música, fica um silêncio de merda.
sábado, 24 de março de 2012
- sem título -
o teu corpo junto ao meu.
a tua anca contra mim,
um suspiro em silêncio,
uma breve luz pela janela,
assim fosse um dia sem fim.
a tua anca contra mim,
um suspiro em silêncio,
uma breve luz pela janela,
assim fosse um dia sem fim.
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